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A maioria das caminhadas de degustação reúne-se na Aðalstræti 10, 101 Reykjavik, na rua mais antiga da cidade, e os espaços públicos ao longo da rota não têm taxa de entrada — 0 ISK, embora as paradas do tour variem com base no estabelecimento específico. O acesso funciona das 09:00 às 18:00 todos os dias, de segunda a domingo. A janela de chegada recomendada é das 09:00 às 17:00; as filas de padarias e o espaço nos balcões apertam-se por volta da hora do almoço.
Aðalstræti é a rua mais antiga de Reykjavik, e os edifícios em torno do número 10 assentam sobre uma casa comunal Viking do século X — o que significa que o ponto de partida tradicional para uma caminhada de degustação é também um sítio arqueológico. Essa estratificação é uma boa amostra do que se segue. As paradas do tour gastronômico de Reykjavik que importam raramente são grandes salas de jantar; são balcões, caves, quiosques no porto e padarias onde uma receita simplesmente não mudou muito.
Os pratos contam a história. Plokkfiskur, um ensopado de hadoque ou bacalhau amassado com batata e manteiga, é o básico doméstico que a maioria dos visitantes nunca ouviu falar. Kjötsúpa, a sopa de cordeiro e vegetais de raiz, tem o gosto de um país com mais ovelhas do que pessoas. Hangikjöt — cordeiro fumado, frequentemente sobre bétula ou esterco de ovelha — chega em fatias finas sobre pão de centeio. O próprio Rúgbrauð é a curiosidade: um pão de centeio denso, escuro e levemente doce, tradicionalmente cozido a vapor no subsolo usando calor geotérmico, depois servido com manteiga e peixe curado. Harðfiskur, peixe seco ao vento cortado em tiras quebradiças, é a resposta local às batatas fritas. Skyr, tecnicamente um queijo em vez de um iogurte, encerra muitos passeios. Hákarl, o tubarão fermentado da Gronelândia, aparece em algumas paradas num único cubo com um shot de brennivín, e é quase sempre opcional.
A geografia faz a sequência. O núcleo da cidade velha, o distrito portuário de Grandi perto das docas de pesca, e o trecho de Laugavegur são próximos o suficiente para que uma rota permaneça caminhável no clima islandês, o que em agosto significa luz do dia depois das dez da noite e chuva que chega de lado sem aviso. As melhores paradas do tour gastronômico de Reykjavik tendem a ser familiares e pequenas — uma padaria com quatro mesas, uma barraca de cachorro-quente com uma fila de cinquenta anos, uma peixaria que fecha quando a pesca do dia acaba.
O que fazer com tudo isso: leia a lista de pratos antes de reservar em vez da lista de locais. Os operadores mudam de fornecedores; os pratos tradicionais islandeses são a constante. Confirme as necessidades dietéticas com antecedência, uma vez que cordeiro, laticínios e peixe sustentam quase todos os pratos, e substituições vegetarianas precisam de aviso. Chegue com fome, mas não em jejum — as porções acumulam-se. E trate a caminhada como orientação. Os visitantes que anotam qual balcão gostaram geralmente retornam a ele independentemente mais tarde na viagem, que é o ponto silencioso de qualquer tour culinário pelos pontos turísticos de Reykjavik: oferece-lhe uma lista curta que você não teria de outra forma.